O volume de micro, pequenas e médias empresas no Brasil

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O volume de micro, pequenas e médias empresas no Brasil é avassalador, chegando a 99% da força total, isto se considerarmos somente as duas primeiras porções. Com isto em mente, podemos observar a mola propulsora de negócios, fontes de renda e empregos produzidos por esta força eletromotriz do mercado Nacional. Digno de nota, é que a maioria absoluta de toda esta gama de organizações operam no âmbito da intuição administrativa, com intenções e medidas baseadas na visão do próprio dono, na experiência, no exemplo de mercado que eles vislumbram e nas relações diárias dos seus tratos. Não raras vezes, vemos ausências de aparatos formais, técnicas gerenciais e metodologias científicas administrativas aplicadas no gerenciamento dessas empresas.Com fulcro na Logística Empresarial que emanam dessas organizações, dedica-se esta matéria a esclarecer a visão atualizada dessa dinâmica e elucidar algumas dificuldades, sob uma ótica holística, seus reflexos e possíveis direcionamentos no intuito de atenuarem-se as perdas e prejuízos decorrentes das inúmeras anomalias de gestão, indicando vetores de sucesso e de risco para o empreendedor.

“Parte da arte da guerra que trata do planejamento e da realização de projeto e desenvolvimento, obtenção, armazenamento, transporte, distribuição, reparação, manutenção e evacuação de material para fins operativos e administrativos (…)”.

Gerenciamento de projetos entre outras práticas administrativas foram derivadas da arte dos combates, então, sua evolução ao mundo civil empresarial tornou-se uma conseqüência incontestável ao longo dos anos. No Brasil atual existem mais de 6 milhões de micro e pequenas empresas que totalizavam 99% dos negócios do país, segundo a pesquisa feita pelo SEBRAE em parceria com o DIEESE, entre 2000 e 2011. Sabe-se nesse relato que 51% delas encontravam-se na região Sudeste, aproximadamente 24% estariam na região Sul e outros 15% no Nordeste. Somente na região Norte figuravam 3,5%, enquanto 7% concentravam-se no Centro-Oeste. Há que ter em mente que o volume de micro, pequenas e médias empresas no Brasil é avassalador. Torna-se mais impressionante ainda se considerarmos somente as primeiras porções. Analogamente, podemos observar a mola propulsora de negócios, fontes de renda e empregos produzidos por esta força eletromotriz do mercado nacional que são essas organizações.

Com fulcro na Logística Empresarial que emanam dessas organizações, dedica-se esta matéria a elucidar algumas dificuldades capitais, sob uma ótica holística, seus reflexos e possíveis direcionamentos no intuito do conhecimento das perdas e prejuízos decorrentes dessa dinâmica, constituindo-se em anomalias de gestão. “Vivemos na era do conhecimento e da informação”, segundo aludiu o professor e escritor Peter Drucker (2000), logo, a evolução tecnológica cresce vertiginosamente em nosso meio, trazendo melhorias a todos os setores que se possa imaginar, fator este primordial para os processos logísticos. O trabalho procurou ser desenvolvido com linguagem intelegível ao interessado e teve como pilares de sustentação as análises de referenciais teóricos e / ou fontes bibliográficas, partindo da estruturação de conceitos e práticas para, então, ampliar-se o entendimento a respeito do tema.

O CONCEITO ATUALIZADO

Ao nos direcionarmos à Logística Empresarial, encontraremos algumas confusões acerca do seu conceito, haja vista o inter-relacionamento entre os assuntos suprimentos, mobilidade, fornecimento e rede, contudo, sob a luz da ótica moderna e globalizada devemos desmitificar que não se trata apenas de transporte, como outrora, e sim de uma área específica da ciência da administração dedicada a organizar os procesos de produção de produtos, serviços e obras de uma determinada empresa com intuito claro de ganho nas suas operações, aumentando a eficiência do trabalho realizado e, consequentemente, a demanda dos produtos e / ou obras e serviços finais. SALLES (2000, p 57) destaca o seguinte conceito: “Logística é a busca de otimização das atividades de processamento de pedidos, dimensionamento e controle de estoques, transporte, armazenagem e manuseio de materiais, projetos de embalagem, compras e gerenciamento de informações correlatas às atividades de forma a prover valor e melhor nível de serviço ao cliente. A busca pelo ótimo dessas atividades é orientada para a racionalização máxima do fluxo do produto / serviço, do ponto de origem ao ponto do consumo final”.

Com essa ideia em mente, a logística empresarial acaba sendo fator estratégico responsável por quatro funções básicas do processo de produção, a saber: as de aquisição ( compras de todo o necessário para produzir), movimentação ( preparações, produção, deslocamentos e transporte), armazenamento (local apropriado, espaço e quantidades) e entrega de produtos e / ou serviços (distribuição correta com meios adequados em tempo hábil). Uma vez envolvido em tal empreendimento logístico, também propõe caminhos para melhorar a operação individual de produção da empresa, qualquer que seja sua natureza, de maneira que aumente a eficiência do trabalho como um todo. Uma rápida passada pela área logística de uma empresa, provavelmente veremos pessoas lidando com planilhas de excel avançadas, plataformas de controle de estoque e negociações com fornecedores entre outros diversos controles correlatos.

Em tempos passados tínhamos todos esses controles mencionados elaborados e atualizados manualmente. Agora imagine a dificuldade de execução com o tempo necessário para organizar o gerenciamento todo. Lidava-se então com processos lentos, muito trabalhosos que atrasavam a cadeia de acontecimentos da administração, fazendo-a deixar de aumentar sua capacidade produtiva e gerar mais lucros. Nesse formato a T I – Tecnologia da Informação veio preencher esta lacuna de forma esplendorosa, pois nos dias atuais dispomos de ferramentas ajustadas a cada tipo de negócio a fim de otimizar todo o complexo e suprir a gestão com informações necessárias a saúde da empresa e sua prosperidade.

Na realidade, são muitos números de análises, métodos com tempos de fabricação e índices de qualidade para se identificar e ponderar. Não menos relevante, auxilia os donos das empresas a terem a maior eficiência comprovada nos seus processos gerenciais, além de ser uma forma de destacar a atividade da organização no mercado competitivo onde está inserida.

A DIFICULDADE DA MICRO, PEQUENA E MÉDIA EMPRESA

A gestão da micro, pequena e média empresa envolve muito mais coragem que se possa imaginar, uma vez que o mundo ao redor delas é extremamente dinâmico, tempestuoso e com grau altíssimo de complexidade que a transforma em um desafio digno dos, incontestavelmente, fortes. Nesse diapasão podemos citar a luta diária para sobreviver e crescer dentro de um prazo relativamente curto no intuito de consolidar-se financeiramente no mercado e, daí, a continuar a enfrentar o futuro com mais propriedade, porém, para tanto é necessário buscar uma gestão bem realizada e, então, haver prosperidade. Apenas a título de maior ilustração, o cenário por trás dessas organizações nos arremete ao profundo exercício diário de circuito, àquele que praticávamos no colégio no âmbito de educação física.

Fonte: https://administradores.com.br

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